No caminho de volta olhava o céu... Qual vez nenhuma recordasse tê-lo olhado tão bonito ou sereno. Cantava uma canção, qual não me lembro, mas, uma que me trazia de volta os dias bons, meio comuns, simples e sossegados, a passos de casa, agora recordo, observo. Sereno eu, e mais sereno o céu de onde aprendi ouvir o vento que me levou das vozes, pelas mil cabeças à luz do sentido. Não é tanto culpa nossa, ou talvez não haja a quem culpar, talvez culpa do que nos ensinaram dos falsos valores, mais nada... Cegos em um mundo de cegos, esperando pra mudar esse tanto por fazer, esperando enxergar pra tentar e pra ser... E mudar não é mudo ficar. Calou-me o vento no céu assim. Foi bom ouvir e ver, o que tantos não viram de rápido que passaram. Vi o quanto não tenho de fingir em ser feliz, e o quão bom é apenas sinceramente desejar sê-lo... Aprendi do céu, serenidade e o muito ainda pra aprender, quando não se tem nada, nem se é nada mais. Somos o que não se apaga daqui, o que fizemos apenas... E quanto ao que é ruim, deixemos que por ruim se acabe. Não é nossa culpa, mas isso não é desculpa...
"Com tanta riqueza por aí, onde é que está? Cadê sua fração?"
A.
