Ter postura, e estar disposto a "situacionar-se". Esquecer da canção, não há quem cante a canção, não há motivo ou porque da canção, pra contornar o real, impotência real, como tudo é real, real demais. Dar-se aos batentes, sem filas de quem se arrisque a fazê-lo por você, antes de você, ninguém a não ser você. Fileiras... Em declives, do céu ao chão em total obliquidade e sem direção, do céu ao chão, sem direção... Por fim o chão. Colocar-se de partida, em bondade comum, lançar-se a caminho, pôr-se sozinho, ver-se no fim, no chão e de bom, no caminho. Estender a mão, sem razão, por perdão... Arranjar-se de planos, enterrar lembranças, pessoas, feridas de tudo que nunca foi. Acalmar-se depois, de aclamar-se então vingado o orgulho. Abater os inimigos, sem mover-se para isso e vê-los cair, misericórdia pedir, e em risos vê-los se esvair. Conjurar o que já não é aqui, pra fazer vivo e não deixar-se esquecer. Depois contornado o real dos céus ao chão, esquecida e cantada a canção nas fileiras, no caminho sozinho e sem perdão, estender a mão, cair talvez mas esquecer não. Deixar-se desdobrar em si mesmo... Descansar-se de tudo, e de tudo passar, por passado, do passado... No passado.
É uma questão de tempo.
A.

