31 de dez. de 2010

Envisage


Ainda me cobro por vezes de uma coragem escassa, de tempos cujos sonhos teimam em lembrar, contra minhas vontades fiéis-infalíveis, porém confortável em meu lugar agora, seguro, observo sua profética caminhada a tal óbvio destino. Lhe dei tudo, lhe tirei mais. Você nada tem hoje senão o que sempre prezou por prioridade: você mesmo e um lugar, para contemplar-se só numa sala de espelhos. Quem é por você agora? Quem mais o faz? Que fazer de tal fato? (eu me pergunto, você diz? Não meu/minha caro(a), eles o fazem, todos eles) Acorde agora e veja o mundo de promessas, vestido em uma (ou despido talvez) e vivo em outra muito maior e falsa, como todos à sua volta, tudo... Suas costas sangram, ninguém pra dizer porque. Eles farão e você verá apenas. Você tornou maus, bons sentimentos e esse é seu maior feito, agora, orgulhe-se disso se, pelo o orgulho, você não tenha sido traído ainda. No meu mundo segue-se em frente, não se prioriza promessas. Não se ilude, vive-se por bem comum, à vontade, sem preços. Não há pressa. Há quem não acredite e a eles digo: Esqueçam de vocês e façam por quem assim, por vocês faz igual. Não é fazer e só, é compartilhar. Faça de qualquer tempo, o seu tempo. Não há volta, e ele grita e você escolhe: Ouvir, ou não. Olhe pra mim, agora, olhe pra você.


A.

22 de dez. de 2010

Nem cabeça baixa, nem nariz empinado. Olho no olho moleque... Olho no olho.

(manjado mas, válido.)


A.