8 de jan. de 2010

Sem-tido-sem


Há dois dias não encontro relação entre o que penso, não consigo juntar, não há sentido claro em nada, falta encaixe. Coisas vem, voltam e vão embora sem dizer nada, vazio imenso, foco nulo.. incoerência. É assim mesmo que é pra ser? Eu tenho que suportar tudo que parte alheio ao que sou, sem piedade, farto de frieza e insensibilidade? Que espécie de escória sou eu, pra ignorar à mim mesmo por capricho de um sonho? Pra seguir colhendo aquilo que eu nunca plantei? Pra privar-me os sentidos? De onde tiro satisfação sei bem mas, vivo só pra não ser pior ou igual ao que eu fui, e pra ser mais do que sou hoje. Pra não ser a frieza daqueles que não à suportam e mesmo assim, à tornam sentença aos inocentes que imploram àqueles que não ouvem ante mesmo um grito, pois cerram os ouvidos por medo do que vão ouvir. Fato: sufocado, não por um motivo, mas pela falta de um só.

A.